AMO COMO QUEM NÃO TEME - Mostra de Poéticas Contemporâneas de Civone Medeiros



APRESENTAÇÃO

       A exposição AMO COMO QUEM NÃO TEME transita entre a Literatura e as Artes Visuais.  É um site specific* que conta com uma vídeo-instalação, dois painéis constituídos de poesias e imagens impressas em tecido, sendo um painel colorido e outro branco que cobrem integralmente as paredes laterais da Galeria Xico Santeiro do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão. A artista numa atitude risomática estende a exposição ao Largo Dom Bosco/Pátio da Praça Augusto Severo, através de Varais Poéticos (poesias impressas em tecido). São sete obras que compõe a exposição – tornando-se uma única obra/instalação: o PoeManta, Ofertório Coração, AmorAção, PoemMantra Sonora, Chão de Santinhas e Varal Poético mais a Cartografia dos Afetos, numa parceria com o premiado fotógrafo mineiro radicado em Nata/RN, Morvan França. A Cartografia dos Afetos é uma série fotográfica com os Corações Impressos da artista e é uma participação especial em transparências fotográficas sobrepostas no painel PoeManta.
            Civone Medeiros é Poeta e Artista e escolheu imprimir em pedaços de tecido de pequeno formato para tornar sua produção mais acessível às pessoas, assim o trabalho entra em suas casas e vidas e passam a fazer parte do cotidiano individual e coletivo.  Desde o fim da década de 80 a artista desenvolve pesquisa aproximando poesia e imagem. No seu processo criativo, a imagética do coração se transforma em gestualidade do corpo artístico, poético e político.
            O projeto AMO COMO QUEM NÃO TEME oferece como contrapartida o LAB com Vivências (Laboratório Criativo de Convivência) que consiste em Oficinas de Estamparia e Protagonismo Poético dirigido ao público visitante da Exposição. O caráter e peculiaridade experimental e laboratorial como proposta educativa-interativa complementar a exposição, destina-se a formação de professores-multiplicadores de saberes e a estudantes de ensino médio e superior, através de dinâmicas lúdicas e colaborativas onde todos opinam e contribuem com o processo e possibilita que novos públicos enxerguem a Arte e a Literatura por um viés apaixonado e próximo de suas vidas.
* O lugar, o site, o situs, o sítio específico é o ‘isto’ que acontece no espaço e para ele. Embora caiada pelo modernismo e, atualmente, pelo que se denomina pós-modernismo, a obra-para-o-lugar é o provável fundamento do estar-da-obra, sejam as cavernas de outrora, a parede, o espaço público e cívico e com bastante frequência atualmente, as salas dos museus e galerias. Se todas as obras são feitas para lugares, para sítios, algumas delas referendam essa abertura, propondo-se ser o destino e polo irradiador como seu Locus Poético.
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FICHA TÉCNICA

Curadoria:
Sanzia Pinheiro

Produção: 
Nalva Melo
Rosane Felix
Dora Bielschowsky

Assessoria de Imprensa:
Antonio Nahud Jr

LAB com Vivências/Mediação:
Thiago Medeiros
Alessandra Augusta
Efigênia Oliveira
Civone Medeiros 


Sonoplastia e Edição de Imagens:
Paulo Lima (ICAP)

Realização:
ICAP – Instituto Cultural Audiovisual Potiguar

Parcerias:
Casa Artística nA Jaguarari
Café Salão Nalva Melo
Coletivo Sobre-A-Mar
Coletivo Records
Jocil Decorações
Tropa Trupe/Renata Marques
Bardallos Comida e Arte
Bar da Meladinha

Contatos/Informações:
Sanzia Pinheiro – 9423-8098 – aranha.asa@gmail.com
Nalva Melo – 8861-9616 – nalvamel8@hotmail.com

Work in Process/Fan Page no FaceBook:



» http://civonemedeiros.tumblr.com
 ICAP - Instituto Cultural e Audiovisual PotiguarRua Carlos Serrano, 2052 - Lagoa Nova - CEP 59.076-740
Natal-RN | institutoculturalpotiguar@gmail.com | [84] 3206-0313


Textamento d'Amor: Demasiada & Humanamente Atualizando & m'Apropriando do H.Hesse


❤ » 'Quanto mais envelheço, quanto mais insípidas me parecem as pequenas satisfações que a vida me dá, tanto mais claramente compreendo onde eu devo procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amada não é nada, enquanto amar é tudo (...).

O dinheiro não é nada, o poder não é nada. Vejo tanta gente que tem dinheiro e poder, e mesmo assim são infelizes. A beleza não é nada. Vejo homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza. Também a saúde não conta tanto assim. Cada um tem a saúde que sente. Há doentes cheios de vontade de viver e há sadios que definham angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto. Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito. Mas amar e desejar não é a mesma coisa. O amor é o desejo que atingiu a sabedoria. O amor não quer possuir. O amor quer somente amar.'

^Hermann Hesse pour moi, C!V ~ www.naredecomcivone.blogspot.com

25 discos de 2012 disponibilizados pelos próprios artistas para download ou audição online

Na Íntegra via http://albumitaucultural.org.br/notas/na-integra-online:  Seleção traz 25 discos de 2012 disponibilizados pelos próprios artistas para download ou audição online
texto itamar dantas

Desde que o Napster foi lançado, em 1999, a troca de arquivos em mp3 na internet tem deixado músicos, compositores e indústria fonográfica de cabelo em pé, e gerado uma intensa discussão sobre o melhor modelo para recolhimento de direitos autorais no meio musical. Enquanto alguns músicos defendem o acirramento de políticas contra a troca livre de dados na rede, outros têm se utilizado dela para promover seus trabalhos e chegar a um maior número de pessoas. Como forma de divulgar sua música, muitos têm disponibilizado seus discos na íntegra, para download ou audição online.
O Álbum lista 25 discos brasileiros lançados em 2012 e disponibilizados na íntegra pelos próprios artistas, para ouvir e/ou baixar!
1 – BAHIA FANTÁSTICA  [Rodrigo Campos]
Depois do elogiado São Mateus Não É um Lugar Tão Distante Assim (2009), Rodrigo Campos lançou em 2012 seu segundo disco, Bahia Fantástica, também aclamado pela crítica. O álbum conta com a participação de Criolo, Kiko Dinucci, Thiago França, Romulo Fróes, Marcelo Cabral, Luisa Maita, Thiago França, Juçara Marçal e Guilherme Held.
2 – NORDESTE OCULTO [Cabruêra]
O quinto álbum da banda Cabruêra é um projeto multimídia. O CD Nordeste Oculto conta com um livro de fotografias de Augusto Pessoa, poesias de Alberto Marsicano e músicas que costuram essas experiências, oferecendo um paralelo entre a religiosidade nordestina e as tradições orientais.
3 – SINTONIZA LÁ [BNegão e os Seletores de Frequência]
Nove anos depois do primeiro álbum (Enxugando o Gelo, 2003), BNegão e os Seletores de Frequência chegam ao segundo disco, Sintoniza Lá. O ex-Planet Hemp mantém a mistura sonora que caracterizou o primeiro trabalho, com hip-hop, funk e soul aliados a letras contundentes e críticas.
4 – METAL METAL [Metá Metá]
O segundo álbum do grupo Metá Metá faz jus ao seu nome, trazendo uma sonoridade pesada, rock and roll, para a batida e o embalo da música afrobrasileira. Os temas são cantados por Juçara Marçal e embalados pela guitarra de Kiko Dinucci e pelo saxofone de Thiago França.
5 – ARROCHA [Curumin]
O paulistano Curumin lançou seu quarto álbum em 2012. Música eletrônica com ritmos que vão do reggae à MPB marcam o disco. Com participações de Céu, Guizado, Marcelo Jeneci e Russo Passapusso.
6 – IDENTIDADE [Itiberê Zwarg & Grupo]
Itiberê Zwarg é conhecido por seu trabalho como baixista na banda de Hermeto Pascoal. O disco Identidade, lançado em 2012, tem como estrutura a música universal, defendida pelo parceiro Pascoal, e faz um passeio pelas memórias do músico, desde a sua infância. Todos os temas são compostos pelo baixista, exceto “Bem Vindos Todos Juntos na Pindaíba!”, de Hermeto.
7 -  II [ Marginals]
O trio Thiago França, Marcelo Cabral e Tony Gordin lançou em setembro o segundo álbum do projeto MarginalS. Nele, os músicos colocam em xeque a autoria. Os temas não têm nome nem compositores; são improvisações registradas “ao vivo”, em estúdio. Os grooves são desenvolvidos pelo trio, com o peso de um baixo distorcido e do sax alto de Thiago França.
8 – A MÚSICA DA ALMA [Amplexos]
A banda Amplexos é de Volta Redonda, RJ. Em novembro lançou o segundo disco da carreira, com sonoridade marcada pelo afrobeat. A banda tem no currículo shows ao lado do guitarrista Oghene Kologbo, que tocou com Fela Kuti na banda Africa 70.
9 – AFROELECTRO [AfroElectro]
A banda AfroElectro, formada em 2009, alia a sonoridade do afrobeat a batidas eletrônicas e ritmos brasileiros. O grupo é composto dos músicos Sérgio Machado (bateria, teclados, programações e vocais), Michael Ruzitschka (guitarras e vocais), João Taubkin (baixo elétrico e vocais), Mauricio Badé (percussão e vocais) e Denis Duarte (loops, percussão e vocais).
1o – AQUI É O MEU LÁ [Ricardo Herz Trio]O violino de Ricardo Herz tem se tornado cada vez mais conhecido no Brasil. O terceiro álbum, Aqui É o Meu Lá, teve produção e direção musical do pianista Benjamim Taubkin. Acompanhado de Pedro Ito (bateria e percussão) e Michi Ruzitschka (violão de 7 cordas), Ricardo Herz Trio passeia por ritmos regionais, como o forró e o chorinho.
11 – NAVE MANHA [Trupe Chá de Boldo]O segundo disco da carreira do grupo conta com produção de Gustavo Ruiz e participações de André Abujamra, Alzira Espíndola, Tatá Aeroplano, Márcia Castro, PeriPane, Simone Sou, Otávio Ortega, Marcelo Pretto e Lu Horta.
12 – CAIXA CUBO [Caixa Cubo]
O disco de estreia do duo Caixa Cubo, formado pelos instrumentistas João Fideles e Henrique Gomide, tem o jazz, a música erudita e o sambalanço como principais referências. Em 2012, o grupo se apresentou no festival Jazz à Vienne, na França.
13 – DERIVASONS [Chico Correa & Electronic Band]
Quando lançou o primeiro disco, em 2007, Chico Correa já queria que outros artistas fizessem versões de suas músicas para que entrassem no álbum. Não foi possível, mas quando reuniu 14 músicas lançou o EP virtualDerivaSons, lançado apenas online.
14 – THIS IS ROLÊ [Macaco Bong]
O power trio de Mato Grosso foi formado em 2004 e sempre usou a internet como principal disseminador de seus trabalhos. O terceiro disco, This is Rolê, tem participação do ex-mutante Túlio Mourão e mantém a pegada rock and roll que consagrou o trio no meio alternativo.
15 – ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA [Abayomy Afrobeat Orquestra]
A Abayomy Afrobeat Orquestra foi formada no Rio de Janeiro em 2009 para se apresentar no Fela Day daquele ano, em homenagem ao ícone do afrobeat Fela Kuti. E, três anos depois, o grupo lançou também no Fela Day o autointitulado primeiro álbum, com seis músicas, sob a produção de André Abujamra.
16 – AVANTE [Siba]
O pernambucano Siba foi guitarrista da banda Mestre Ambrósio, um dos ícones do movimento Maguebeat. Com produção de Fernando Catatau [Cidadão Instigado e Banda Cê] e do próprio Siba, o disco passeia pelo rock and roll e por ritmos regionais como o maracatu e a ciranda.
17 – DE PÉS NO CHÃO [Marcia Castro]
A cantora baiana já participou de discos e shows ao lado da nata da MPB e traz no repertório versões para músicas de Gilberto Gil, Gonzaguinha, Tom Zé e Novos Baianos.
18 – O HÁBITO DA FORÇA [Filarmônica de Pasárgada]
A Filarmônica de Pasárgada é uma banda formada nos corredores da USP. Este primeiro disco traz música popular com letras e arranjos bem trabalhados, mesclando as referências eruditas e populares do grupo. O álbum conta com a participação de Luiz Tatit, Ná Ozzetti, Kassin, Cerqueira e Lurdez da Luz e foi gravado nos estúdios do selo Coaxo do Sapo, de Guilherme Arantes, na Bahia.
19 – TUDO TANTO [Tulipa Ruiz]
O segundo álbum de Tulipa Ruiz veio com a responsabilidade de manter as boas críticas de seu primeiro, Efêmera(2010). Participam dele Criolo, Lulu Santos, São Paulo Underground, Daniel Ganjaman, Kassin e Rafael Castro.
20 – O DEUS QUE DEVASTA MAS TAMBÉM CURA [Lucas Santtana]
Multi-instrumentista e compositor, Lucas Santtana já tem longa história no mercado musical brasileiro. O quinto álbum solo, O Deus que Devasta mas Também Cura, foi aclamado pela crítica nacional e internacional. Tocam no disco os músicos Marcelo Callado, Ricardo Dias Gomes, Bruno Buarque e Gustavo Benjão. As participações especiais ficam por conta de Kassin, Céu, Rica e Gui Amabis e Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz.
21 – PRA FICAR [Orquestra Contemporânea de Olinda]
O segundo disco da orquestra idealizada pelo percussionista Gilú Amaral foi produzido pelo músico Arto Lindsay, ex-integrante do grupo The Lounge Lizards, que já assinou álbuns de Caetano Veloso, Marisa Monte e Tom Zé.

22 – LEMBRA? [Rafael Castro]Lembra? é o oitavo disco de Rafael Castro, mas o primeiro em versão “física”. Com todos os instrumentos gravados em casa pelo próprio músico, a  sonoridade  mantém as referências dos trabalhos anteriores, com letras focadas em temas cotidianos e um tênue limiar instrumental entre o brega e o punk.
23 – SAMBANZO [Thiago França]O nome e o saxofone de Thiago França estão presentes em inúmeros projetos musicais dos últimos anos, sempre caracterizado por sua sonoridade agressiva e inventiva. No álbum de sua autoria, o músico vai ao continente africano buscar suas referências. O disco conta com a participação dos sempre parceiros Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), SambaSam (percussão) e Pimpa (bateria).
24 – À BEIRA DO DIA [Urucum na Cara]
O grupo mineiro Urucum na Cara já conta com mais de dez anos de história e várias formações. Em 2012, lançou seu primeiro álbum, passeando por músicas autorais, de formações anteriores, e indo para uma pesquisa sobre congado mineiro e música popular contemporânea de Belo Horizonte.
25 - EP Gentileza [Sonora Samba Groove]
Como o nome indica, o som da Sonora Sambra Groove tem chão no samba-rock. Gentileza é o segundo EP da banda, que é um dos novos expoentes da noite de João Pessoa (PB) e em setembro participou do Festival Hay Espiritu, em Madri, Espanha. O disquinho traz 6 músicas, sendo duas composições próprias, uma assinada por Adeildo Vieira e duas por Arthur Pessoa, da banda Cabruêra.

❤ "O SIM ESTÁ PRÓXIMO!" e Outras Ilustras dA Série '@AaGerencia'...

❤ Só + Essas Ilustras! Q'ADORO! "O SIM ESTÁ PRÓXIMO!" dA Série '@AaGerencia'... 

— HÁ GOLES QUE VEM PARA O BEM.
— ESTAMOS EM GREVE DE NEXO...
— LIGAMOS NO DIA SEGUINTE ou...
— NÃO DAMOS A MÍNIMA!
— PECAMOS RELIGIOSAMENTE... 
— FAZEMOS A PESSOA AMADA!
— SUSPIRE SEM AJUDA DE APARELHOS...
— SERVIMOS CAFUNÉ!
— ACEITAMOS DOAÇÕES...
— VOU ALI DAR UMA PASSADINHA NA MINHA VIDA PESSOAL E JÁ VOLTO!
— CUTUCAMOS POR FORA... 
— CUIDADO, LÍNGUA AFIADA!
— CAUSAMOS DANOS / IMORAIS...
— HOJE É SEXTA / FORA DE ÉPOCA!
— MOSTRAR O PEITO É FÁCIL. DIFÍCIL É MOSTRAR O CORAÇÃO...
— NÃO RESPEITAMOS HORÁRIO DE SILÊNCIO!
— A FILA DESANDA...
— ENQUANTO ISSO, NA SALA DA INJUSTIÇA...
— TROCAMOS SEIS POR MEIA DOSE!

À GERÊNCIA... ADORO!


EXTRA! #Abelhinha.com/Nalva Melo @CafeSalao! @ElianaLima Especial por Paulo @Praujo, 1 dia na Vida de Nalva Melo...

17 de dezembro de 2012 às 10:51

Uma dia na intimidade daquela que faz a cabeça de poderosos: Nalva Melo

Publicado em Especial

No álbum profissional, quando Nalva produziu Lula – Fotos: Paulo Araújo

Responsável pelo visual de políticos poderosos – Lula já passou pelos seus cuidados -, Nalva Melo é a cabeleireira que se transformou em uma dos maiores incentivadores da arte e das letras na capital dos magos. É sinônimo de profissionalismo e alto astral. Uma vencedora. Faz da vida a arte de viver bem. Soma sucesso e bons amigos. O privilegiado de acompanhar um dia dessa figura instigante foi o jornalista Paulo Araújo. Deleitem-se.

PRIVILÉGIO

São 7h30 da manhã de uma quinta-feira na Praia de Pirangi do Sul. Na casa de dois pavimentos em estilo rústico decorada com dezenas de obras de arte de artistas potiguares, piso de cimento queimado e um frondoso cajueiro na entrada, o silêncio só é quebrado com os trinados dos pássaros e os latidos da yorkshire Tobi e da viralata Pituxa. É nesse paraíso que a cabeleireira Nalva Melo mora há sete anos na companhia do filho Iuri, 18 anos, e da mãe Maria de Lourdes, 72.

Um cantinho, um violão, a recepção

DISPOSIÇÃO

Ainda sonolenta por causa das poucas horas dormidas – na noite anterior participou de um luau na praia de Tabatinha com amigos, entre os quais a artista plástica Civone Medeiros, que pernoitou no quarto de hóspedes -, Nalva recebe o repórter na cozinha com suco de caju colhido na hora. No cardápio, pães fresquinhos, canjica, bolachas sete capa, torradas de queijo e presunto e um café fumegante.

Mesa farta, frustas frescas, a mãe Maria de Lourdes prepara o suco de caju de plantação própria

PARA POUCOS

O cenário ao redor do desejum mais parece uma exposição de arte. Canecas de café ostentam pinturas de Marcelus Bob e Franklin Serrão; máscaras de Flávio Freitas nas paredes da sala; no aparador, uma escultura de Zaia reproduz a cabeça de Nalva em tamanho natural; e um aparelho de TV antigo, presente da amiga e vizinha Elisabeth Venturini, lembram como a proprietária da casa é louca por arte. "Construí essa casa de forma a lembrar a da minha infância, em Lajes, e enchi ela de lembranças dos amigos queridos".

Arte por todos os lados

 EXPONDO NA ÁUSTRIA

Conversa à mesa, Civone relembra o sucesso da exposição de perucas de sisal que Nalva confeccionou e foi exibir na Áustria a convite dela, durante as comemorações dos 500 anos do Brasil.

PODE VIR SURPRESA

8h30, o mesmo drama de toda mulher para sair de casa: o que vestir e como arrumar o cabelo. Experiente, passa pequena quan-tidade de maquiagem no rosto e mostra ao repórter como já "espantou o cansaço". Depois, solta as belas madeixas cacheadas, escolhe um colar para combinar com a camisa bem cortada e a calça jeans que lhe cai bem no corpo magrinho – ela é louca para engordar, leitoras! – e equilibra-se numa sandália de salto médio. Na mala do carro há sempre um scarpin de reserva para eventualidade – que na agenda de Nalva é uma regra.

Segredos de beleza

PARAÍSO

Da porta de casa até o Café Salão, na Ribeira, são exatos 30 quilômetros, que Nalva vence em 40 minutos. No caminho vão se descortinando paisagens encantadoras como o encontro do rio Pirangi com o mar, o maior cajueiro do mundo, cujos galhos no sentido Pirangi-Natal já estão quase todos erguidos, para alegria dos motoristas, e a linda e esverdeada baía da praia de Cotovelo. "Todo dia eu viro o pescoço para olhar essa pintura e encontro um cenário diferente", enfatiza.

Roteiro privilegiado

 GRIFE EM HOMENAGEM

Para frustração do repórter, Nalva não costuma pegar a Via Costeira para chegar à Ribeira. "Sempre tenho coisas para resolver no meio da cidade e o "passeio" acaba aqui, na altura da rótula de Ponta Negra", diz, enquanto ajeita os óculos escuros de armação branca da grife Volpini que leva o seu nome. Assim como outras mulheres de destaque em Natal, foi homenageada há dois anos pelo empresário caicoense Helder Volpini com o acessório, que não tirou mais do rosto.

SALÃO, ARTE, DELÍCIA

O Café Salão, instalado há 18 anos no piso térreo do edifício Bila, na Av. Duque de Caxias, é, por si só, um personagem. O piso de ladrilho hidráulico e o pé direito altíssimo são de tirar o fôlego. A iluminação e a decoração remetem a um set de cinema. Uma reprodução fotográfica gigantesca de uma instalação feita com cabelos pelo pernambucano Tunga e um poema de Civone dão a dica: aqui, como na casa em Pirangi, respira-se arte. No tempo de espera, o cliente relaxa em pufes confortáveis, ouvindo jazz, bossa nova e outros ritmos suaves, enquanto sorve um expresso bem tirado ou um conhaque servido no bar.

Salão e Café e Palco

MAQUIANDO LULA

Numa estante, mais de 50 livros com temática potiguar chamam atenção do repórter. Literatura e política são os destaques. Detalhe: todos autografados com palavras de carinho para Nalva. Lá estão, por exemplo, o primeiro livro de memórias de Aluízio Alves Filho, cujo prefácio é assinado pela ex-prefeita Micarla de Sousa. Por falar em políticos, Nalva é responsável pelo visual inconfundível da ex-governadora e futura vice-prefeita Wilma de Faria. Na última campanha eleitoral, cuidou do cabelo e da maquiagem de Carlos Eduardo. "Ele já indicou o meu salão para várias pessoas", confessa. Numa de suas passagens por Natal, o ex-presidente Lula também ficou sob os cuidados de Nalva.

Boa leitura

POINT

Ícone da aposta de muitos empresários na tão sonhada revitalização da Ribeira, o Café Salão tornou-se, para além de um lugar onde as pessoas cortam cabelo, fazem as unhas e se embelezam, uma galeria de arte e um ponto de encontro de artistas, intelectuais, fotógrafos, gente da moda, jornalistas e outras figuras descoladas da cidade. O primeiro artista a aproximar-se de Nalva, em 1995, foi Marcelus Bob. Ele sugeriu e ela topou realizar no local a I Mostra Coletiva de Artes Plásticas, que reuniu nomes como Marcelo Fernandes, Zaia, Pedro Pereira, Dickson Tavares, Guaraci Gabriel, Wendell Gabriel e Jota Medeiros. "Foi uma revolução na cidade", lembra. Hoje a programação também conta com mostras de cinema, desfiles de moda e "happenings" (intervenções rápidas de poetas e artistas).

Amigos, Artistas, Incentivadores

ANTIGO NOVO

Os e-mails e a página pessoal no Facebook são checados num notebook que divide lugar com uma máquina de escrever Olivetti. Marcações são feitas por meio de um telefone preto antigo, daqueles com um disco. Tudo é vintage, como a cadeira de barbeiro americana original com mais de 100 anos. Ela também atende clientes Vip em casa, sem perder a simplicidade de quem começou, há 30 anos, no salão de Antônia Lima (tia da Abelhinha), no Centro da Cidade, de onde foi para a TV Tropical, até abrir o Café Salão, em 1994.

Outrora e Atual

RIBEIRA DE ENCANTOS

Almoço no Consulado Bar, num casarão que nos anos 1940 foi o consulado da Itália em Natal. Junto com o Café Salão, o Buraco da Catita e a Casa da Ribeira, forma o chamado "quadrilátero da resistência" boêmia local, além dos bares da rua Chile e, claro, os empreendimentos comerciais que nunca saíram ou se instalaram no bairro. "Temos que revitalizar a Ribeira, isso é indiscutível. A cidade precisa descobrir a beleza desse bairro e o poder público precisa agir, com um projeto sério de recuperação", diz.

Almoço rápido em casarão histórico – sempre na Ribeira

HOLOFOTES

Com o maquiador Gilvan Fernandes, foi para o Centro de Convenções maquiar e arrumar os cabelos de Krystal, Camila Masiso, Valéria Oliveira, Caio Padilha, Wigder Valle e o sanfoneiro Zé Hilton. O grupo se juntou às 20h30 à Orquestra Sinfônica do RN para o espetáculo "Clássicos do Baião – Tributo à Gonzagão", um projeto do Sesc.

Com Gilvan, produzindo Krhystal

MAIS FESTA

Depois, cadeira no Buraco da Catita para assistir a performance artística da amiga Civone Medeiros. "Adoro o trabalho de Civone", frisa. Feliz da vida, rodeou-se de amigos, como se tudo em sua volta fosse uma longa e delicada tomada de um filme de arte onde ela é muito mais do que a cabeleireira e maquiadora que arrumou os atores e atrizes. É a própria artista. Meia-noite, volta para Pirangi do Sul.

Maquiando Wilma de Faria, desde muito

Na sua suíte, conforto e arte

Mais arte

Arte por todos os lados

Boa equipe

Maquiagem completa

Pincéis para a arte de produzir visuais

 

Fonte: Blog ABELINHA.COM > www.blog.tribunadonorte.com.br/abelhinha

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